As amas fecharam as portas decididamente. Seis dias de fome e privações terminaram. Agora tinha que se empurrar para sair de suas células como novas obreiras. Estas células eram verdadeiros milagres de super-matemática onde num mínimo de espaço se juntava um máximo de células hexagonais com o maior volume útil. É tudo feito de cera, fina e sólida, formando as favas das abelhas, casa e armazém ao mesmo tempo.

A larvinha Zumbi escutava os passos da ama se aproximar. Pequena e subnutrida ela se recolheu no último cantinho de sua célula. Mas quando viu o vulto familiar da abelha  que a tinha tratado todos esses dias, se precipitou para frente e soluçou: “Por favor, me dá só um último bocado de mel. Me sinto tão fraca e miserável!” A ama a olhou com compaixão. Regurgitou um pouco de mel de seu papo e o passou na boca de Zumbi. Depois murmurou: “Pobre bichinho, a melhor parte de sua vida passou!” Um frio estranho correu pelo corpo de Zumbi. Sempre tinha imaginado que este estágio de larva era a pior parte. “Abelha não pode comer quando sente fome?” perguntou com olhos arregalados. A ama deu um tapinha amistoso, fechando a portinha com um movimento brusco. Zumbi caiu num sono profundo e quando finalmente acordou, não era mais a larvinha branca e desajeitada, mas uma abelha bonita, com asas transparentes, antenas compridas, pelos dourados, e um ferrão aguçado. Um zumbido fraco ressoando por toda colmeia indicava que todas estavam acordadas. Portinha por portinha, foram forçadas por abelhas novas e 2000 obreiras encheram o espaço. Era uma alegria tremenda, um rir e se abraçar, um zumbir e correr, e as amas choravam de emoção, até que uns zangões botaram suas cabeças para fora dos seus aposentos e xingaram por não poderem dormir mais. E em seguida, gritaram por mel.

Mas as abelhinhas não tinham muito tempo para pensar. Logo foram levadas para sua primeira tarefa: ajudar a nutrir a cria. Diariamente a rainha botava ovos, e, diariamente, saíam outras obreiras.  “Vocês ainda têm força sobrando para isso” – observou uma ama magra e cansada. Durante os primeiros dois dias as larvinhas recebiam “leite” como as abelhas o chamavam ou seja, geleia-real. Será que todas serão rainhas? Pensou Zumbi. Mas depois se  lembrou vagamente que também tinha recebido isso. Porém, em seguida, passou-se para o pão, um bolo feito de pólen, saliva e néctar, coberto de mel. E embora tivessem que servir mil ou duas mil vezes pão para cada larvinha, estas não paravam de gritar de fome.

– Não poderiam destacar mais amas para matar a fome das larvinhas?” – arriscou-se Zumbi a interrogar uma ama velha que trabalhava em sua sessão.

– Sim, mas elas devem ser criadas famintas e subnutridas para render boas obreiras. Só em regime de fome se criam as operárias!

Zumbi sentiu horror desta crueldade e como tinha pena das larvinhas carregava o que podia para nutri-las melhor. Nem tinha tempo de por um bocado de comida na sua própria boca. E quando finalmente entrou a turma da noite, caiu no chão, semimorta, tão exausta estava, nem pensando mais em comer. Somente queria dormir. Mas quando saiu a nova turma de abelhas, Zumbi estava tão orgulhosa como se fossem os próprios filhos.  Porém, não tinha muito tempo para pensar. Buscaram-na para um serviço especial. Tinha que encher as camadas reais com “leite”. Aí, as larvinhas escolhidas, crescerão dentro de um banho nutritivo, que lhes penetrava os poros e que podiam comer à vontade. Cuidar dessas larvas era o orgulho de cada ama. Mas Zumbi viu outras câmaras grandes, não tão especiais, mas mesmo assim espaçosas e quis saber para o que serviam.        – São para os zangões –  disse a abelha vigia com bastante desprezo.

– Macho é coisa que não presta!

-Macho é alguma coisa inferior? perguntou Zumbi surpresa.      – E como é, sai de ovos não fecundados e por isso é macho. Nós saímos de ovos fecundados e se não fosse a fome, cada uma de nós seria rainha.

E de repente se curvou bem perto do ouvido de Zumbi para contar a história incrível de uma obreira que botou um ovo e o criou em segredo, com enormes sacrifícios, esperando que saísse uma rainha. Até “leite” ela furtou para dar a seu filho. Era um sonho louco. Ele cresceu bem, ficou grande e bonito, mas somente deu um zangão, um macho, porque o ovo dela não era fecundado. E o filho de obreira, você sabe, não tem chance nenhuma na colmeia. Foi imediatamente morto por ordem da rainha. A mãe dele se desesperou tanto, que se suicidou. Zumbi ficou profundamente comovida. Sabia que obreira voava, mas nunca fazia um voo nupcial, e assim, nunca poderia ter filha fêmea.

De repente Zumbi movia antenas agitadas.  Um cheiro delicado enchia toda a colmeia ela absorvia com gosto e quase entusiasmo. O que seria? Não era cheiro de mel, nem de pólen ou de cera, era todo especial. A abelha vigia ficou quieta, baixava a cabeça numa posição de submissão e humildade.

-Que é isso? – sussurrou Zumbi agitada, sem se arriscar a fazer um movimento. A vigia olhou tristemente para ela. É a rainha. Ela enche tudo com este cheiro, que é um hormônio poderoso, que torna as abelhas obreiras completamente estéreis. Assim, ela se assegura de seu direito de por ovos e de reinar.       Zumbi estremeceu.

– Mas isto é perverso!

Uma outra vigia que passava observou secamente:

– A natureza é cruel, mas somente assim ela mantém a ordem e a harmonia, caso contrário, tudo viraria caos.

O coraçãozinho de Zumbi batia violentamente e um medo desconhecido lhe apertava a garganta. A mais velha olhava com pena dela.

– Não se preocupe. É o seu destino! Toda sua vida está rigorosamente planejada, e quem resolve tudo é a rainha.

De repente, sentia que era só uma pecinha insignificante numa organização poderosa. Mas para que esta organização se existia somente fome, trabalho e submissão?

– Olhe, Zumbi, nossa tarefa é fertilizar as flores. Sem abelhas elas não conseguem fazer sementes e tudo acabaria. E se nós nos esforçarmos muito teremos nossa vida garantida nesta tarefa importantíssima que exercemos.

– Nunca vi flor, nem sei o que está contando – disse Zumbi desconsolada.

Como Zumbi era uma abelha extremamente habilidosa, não foi recrutada como faxineira, como ocorria com outras amas, mas a servir a própria rainha.  Era a maior honra que podia acontecer para uma ama. E quando pela primeira vez se aproximou de sua soberana, as pernas tremeram de medo. Mas a rainha  sorriu gentilmente, e aí, ela criou coragem para se aproximar. Arrumava e limpava o quarto, o arejava, trazia água e “leite” e suco nutritivo, rico em proteínas e energia para que a rainha permanecesse jovem e com força. Zumbi, com outras camareiras, lavava a rainha e depois tinha que limpar seus pelos longos e sedosos. Fechava seus dois olhos facetados e abria os olhos comuns, bem grandes para ver até o menor pozinho.  E quando tinha escovado todos os pelos, fechava os três olhos comuns e abria os olhos facetados para ver a soberana inteira, e se tudo estava em ordem. Por último, foi perfumada para que todos soubessem quando ela se aproximava. Estava convencida que era a rainha mais bonita que um povo de ápis já tinha visto.

Quando Zumbi saiu dos aposentos reais, uma colega que servia aos zangões passava. Cochichou no ouvido dela que estes zangões eram incapazes de qualquer coisa. Nem a comida sabiam pôr na boca; a única coisa que sabiam era reclamar o dia todo, e esperar que saísse uma nova rainha para segui-la. Apesar de serem apenas e somente reprodutores, os zangões são mimados e super bem tratados. Zumbi nunca gostou deles e sempre fez uma volta grande quando viu um de longe. Eles empre faziam pilhérias bem grosseiras que ninguém queria ouvir. Muitas até os odiavam.

Finalmente, Zumbi foi escalada para seu primeiro voo. Saíram da escuridão da colmeia à luz solar, ao ar fresco, ao jardim florido. Cheirou flores e viu inúmeras abelhas indo rapidamente e voltando pesadamente, carregadas.  Será que um dia também será “campeira?” Mas era jovem demais para esse serviço. Deram-lhe muito mel para comer, tanto mel que quase se arrebentou e depois mandaram suar cera. Tinha subido à categoria de cereira. Sentia minúsculas gotinhas saírem de seus poros, que as construtoras retiravam prontamente, para construir mais conjuntos habitacionais, e mais depósitos, mais favos.

Embora adorasse mel, achou horrível ser empanturrar até quase explodir. Com saudade viu as campeiras se prepararem para seus voos, enquanto ela tinha que suar. Mas estas que produziam própolis, uma espécie de resina escura colante e poderosamente desinfetante, estavam em situação pior que ela. Mas todas as frestas e fendas tinham que ser vedadas com esta resina, as paredes foram pintadas com ele e depois polidas até espelharem. Não existe animal mais assíduo que abelha, pensou Zumbi. Não temiam sacrifício até que tudo estivesse limpo, bonito e arrumado.

Finalmente, quando já tinha duas semanas de idade foi nomeada obreira. Todas as abelhas de sua turma se reuniram e cada uma foi designada para outro serviço. As primeiras se tornaram ventiladeiras que tinham que sentar-se perto da entrada e girar com velocidade incrível, suas asas, umas para expulsar o ar viciado, outras para puxar o ar fresco para dentro. A temperatura era rigorosamente  controlada e quando subia um pouco, os zangões eram os primeiros a reclamar. Outro grupo virou telegrafista.  Tinham que sentar perto da entrada e receber as mensagens que vinham das campeiras. Eram zumbidos interrompidos, como os sinais Morse, que eram amplificados por uma chapa, e depois interpretados. Zumbi ficou fascinada.

– Como é que vocês sabem que os sinais são de nossas campeiras?

Uma telegrafista antiga explicou:

– Nossas mensagens são enviadas todas em ondas de 600 hertz. São frequências extremamente baixas  para que nenhum inseto, em voo, possa captá-los. Precisam de um amplificador para serem recebidos.

E vocês mandam mensagens de volta?

Nunca! Abelhas sabem o que fazer. As primeiras mensagens já chegavam dos emissários mandados mais cedo. Informavam onde estavam as floradas mais ricas. Algumas mensageiras voltaram e começaram a dançar freneticamente, na alegria de ter encontrado ricas minas de provisão E quanto mais rápida a dança, tanto mais próxima a florada. Outras foram designadas campeiras. E entre elas, Zumbi. Mas também tinha as carregadeiras de água. As receptoras, as meleiras, as guardas e não por últimas as “cisternas”. Isso todas admitiam, era a profissão mais dura e sacrificada.  Tinham que deixar encher o seu papo com tanta água que pareciam balões. Eram incapazes de se movimentar ou de se alimentar e tinham seus dias contados.

As campeiras receberam cada uma, dois frasquinhos de perfume. Um para se comunicar com as colegas em voo, para informar se tinham encontrado uma região rica. Outro, para usar quando se encontrassem em perigo, chamando ajuda imediata.     – Vocês estão armadas! – disse o chefe das campeiras.

– Mas usem seu ferrão em último caso, porque, geralmente lhes custará a vida.

Zumbi não queria mais conselhos, queria somente sair. O grupo que iria recolher pólen examinou ainda as cestinhas firmemente amarradas às suas pernas e aí se foram. Um zumbido como um estalo, e milhares de abelhas, como relâmpagos, voaram em alta velocidade, na direção indicada. Já de longe sentiram um perfume quase anestesiante, e logo enxergaram um mar de flores brancas, o laranjal para que foram dirigidas. Zumbi se sentiu algo atordoada. Pousou numa flor, que parecia de cera transparente e perguntou polidamente:

– Por favor, me dá um pouco de seu néctar?

A flor riu:

–  Dou sim, mas não é de graça. Néctar é o pagamento por serviço prestado. É a forma de recompensa que tenho. Não trouxe a sua escovinha?

Zumbi nem se lembrou de sua escovinha. Tinha trazido, mas nem sabia para que.

– Você vê meu pistilo? – perguntou  a flor – Você tem que escovar meus estames e ventilar os pólens em direção ao meu pistilo. Depois pode mergulhar sua trombinha em meu néctar. Entendido?

– Entendi. Mas não compreendo porquê.

A flor se admirou:

    – Deve ser abelha nova para não saber disso. O pólen migra dentro do pistilo até meus ovários e os fertiliza. Então cresce um fruto, uma laranja. O vento também consegue fazer esse serviço, mas ele é muito relaxado. Abelha é melhor!

Zumbi perguntou cheia de respeito:

– Você é fertilizada? Nas abelhas, somente a rainha é fertilizada. Então é rainha?

A flor não respondeu e Zumbi se pôs a trabalhar. Fertilizava as flores e recebia seu néctar. Logo seu papo estava tão cheio que quase não conseguia carregá-lo. Pareciam polainas amarelas. Pôs-se a caminho da colmeia. Voava vagarosamente e com muito esforço. Quase tinha dobrado seu peso. Mas estava feliz com sua carga. As receptoras já esperavam.  Logo na entrada, os cestos de pólen foram retirados. A seguir, Zumbi inclinou a cabeça e pôs a língua para fora para que a gota de néctar escorresse.

– Como é grande sua gota! – exclamou a receptora, com admiração.

Zumbi se sentia realizada. Agora a receptora estava com a difícil tarefa de engolir o néctar 120, 180 até 240 vezes para transformá-lo em melado. Este, ela depositava numa célula e as meleiras a sorviam e regurgitavam, levando de uma célula a outra enquanto as ventiladoras giravam as asas velozmente, para evaporar mais rapidamente toda a umidade. O líquido engrossado, finalmente é o mel. Cada vez que uma célula estava cheia  de mel as cereiras a fechavam com uma tampa. D noite, as meleiras estavam mais cansadas que as campeiras e nem tiveram tempo para comer um único bocado.

Zumbi fazia dezenas e centenas de voos e de noite estava exausta. Recebia somente um pão e pronto. Pedia outro e a nutricionista lhe dava secretamente.

– As outras não podem ver. Se todas pedissem, a provisão não daria.

Quando a colmeia dormia, foi assustada por uma gritaria no armazém. Uma vespa estava escondida ali para roubar.  O alarme soava e as vigias se precipitavam sobre o ladrão matando-o. Segundos mais tarde, já o tinham jogado para fora. Mas esta noite não tinha sossego. De repente, vieram gritos do berçário. Pela fresta, recém fechada com própolis, um camundongo tinha entrado, comendo prazerosamente as larvinhas. Ninguém o tinha percebido entrar. O cansaço era demais. Zumbi estarreceu. Mas logo a horda de amas e vigias se precipitou sobre o ratinho fincando seus ferrões no intruso. Não pensavam em nada, a não ser na defesa da cria. Mas o ferrões ficaram presos na pele do bicho, junto com o saco de veneno, nervos e músculos, para que continuasse a injetar, sem cessar, o seu veneno. Enquanto isso, as abelhas atacantes, com um buraco na barriga, caíam moribundas.

Eram os kamikases das abelhas. Morriam voluntariamente pela colméia, sua pátria. Eram heroínas.

Mas como iriam arrastar este bichão enorme para fora? Nem mil abelhas teriam força para isso. Mas a rainha deu uma ordem para construir um sarcófago de cera ao redor do ratinho. As cereiras trabalharam a noite inteira e no outro dia não restava mais nada do intruso além de uma bolota de cera bem vedada com própolis.

Os dias passaram e as novas rainhas tinham que sair de suas câmaras. E, finalmente escutou-se o qua-qua e tu-tu das câmaras reais, sinal que as novas rainhas estavam prontas para aparecer. A agitação crescia. Pelo som, as abelhas sabiam quais eram as mais fracas, e estas, ao forçar a portinha eram imediatamente mortas. Somente as duas mais fortes foram deixadas vivas. Ao saírem, mediram-se com olhares hostis e de repente, emitiram simultaneamente um grito estridente e se precipitaram uma sobre a outra. Começou a luta feroz. Zumbi não aguentou mais:

– Não deixem-nas brigar, não deixem se matar, ajudem, apartem-nas!

Mas a rainha que assistia fez um sinal com a cabeça, para deixá-las brigar. Zumbiam desvairadamente. A luta aumentou de violência. As abelhinhas assistiam em profundo silêncio, impassíveis. Uma tinha que morrer, a mais forte seria a nova rainha

– E se as duas morrerem? – soluçou Zumbi.

– Isso ocorre raramente. Mas nesse caso, criaremos outras rainhas – a soberana as observou sem nenhum sentimento.

Um dia ela também ganhou o domínio da colmeia matando a adversária. É a seleção natural que dá chance somente ao mais forte, mais sadio. Um zumbido surdo soou da boca das abelhas. Uma rainha tinha fincado seu ferrão na barriga da outra, num golpe mortal. A velha rainha deu um suspiro profundo e perguntou:

– Quem vai comigo? – Zumbi não entendeu.

– Duas rainhas são demais numa colmeia, uma tem que sair – sussurrou sua vizinha. E muitas das abelhas mais velhas resolveram sair. Encheram suas trouxinhas com provisão, um pouco de mel, olharam mais uma vez o lar onde nasceram e trabalharam, e a rainha à frente do enxame se levantou para procurar um outro lar.

Zumbi não tinha tido a coragem de sair. Amava demais a sua colmeia. E se todos saíssem, com quem ficaria a rainha nova? Esta saiu para seu voo nupcial, o único voo de sua vida, antes de se fechar na câmara real. Era o grande dia dos zangões. E quando partiram todas esperavam que a jovem rainha voltasse, caso contrário todos ficariam órfãos e as obreiras teriam que alimentar muito bem as larvas para que se criasse outra rainha; isso causaria um grande desequilíbrio na colmeia.

A rainha voltou e a vida continuou. Mas um belo dia não deixaram ninguém sair. A agitação era grande e o nervosismo de todas crescia até o insuportável. Por enquanto poucas sabiam qual a razão. Um zumbido surdo e insistente fez estremecer a colmeia. Os zangões acordaram e xingaram como de costume porque não podiam mais dormir. Aí, uma das vigias perdeu os nervos.

– Vocês não se preocupem, vão poder dormir o resto da eternidade! – E com essa palavras se precipitou sobre um zangão, arrastou-o para fora e o liquidou com uma ferroada. Era o início do massacre.

A rainha tinha dado ordem para se livrarem dos zangões, estes comedores inúteis, porque se aproximava uma época de escassez.

Embora Zumbi odiasse os zangões, agora tinha pena deles. Mas sabia que sentimentos não poderiam reger um povo de abelhas. Mas de repente lhe surgiu uma pergunta. Com garganta apertada perguntou:

– E se obreira não pode mais trabalhar, também é morta?”

A vizinha riu:

– Bobinha, obreira morre com 30 a 35 dias de idade de exaustão. E a vida da colmeia continua.

Conto transcrito do livro:

A Convenção Dos Ventos- Agroecologia em Contos, de Ana Maria Primavesi.

Uma maneira lúdica e sensível de se aprender como a natureza funciona.